Selecionamos para você dicas, curiosidades e informações sobre o vidro.

Todos os textos foram extraídos da publicação Anuário de Tecnologia e Vidro 2004 / 2005, com créditos aos redatores da Redação Final Editora
A Arquitetura e a Decoração

O fascínio que o vidro sempre exerceu sobre os arquitetos e decoradores deve-se ao seu aspecto e às suas funções, por vezes complementares e contraditórias, que o tornam um material mágico.

A história do vidro é a história da transparência que deixa passar a luz e o olhar, e que, simultaneamente separa e isola. O vidro pode ser também o contrário, segundo o princípio da abertura. O espelho opõe-se à passagem de luz e dá uma ilusão de espaço através da criação de uma imagem virtual, resultante de um jogo de reflexos. Pelas suas características opacas e de reflexo, o espelho abre as portas da ilusão.

O poder mágico do vidro atinge seu auge quando permite ver sem ser visto. Assim, o vidro constitui um revestimento opaco como a pedra mas reflete com fidelidade as imagens deixando passar a luz para o interior da obra.

Em fachadas, o envolvimento do vidro esconde o efeito da massa da obra e, através de um simples jogo de reflexos inscreve a sua leitura no seu ambiente anterior. Em resumo, o vidro, em termos de suporte de transparência, pode ser trabalhado para fins decorativos.

Os artistas da construção e da composição de interiores dedicaram-se à exploração dessas características esculturais para produzirem hoje envolventes fachadas em vidro e projetos de decoração, jogando ainda com tonalidade e sutis transparências.

O Vidro e a Radiação Solar

A radiação solar que atinge a Terra é composta por 2% a 3% de raios ultravioleta., 55% de raios infravermelhos e de 42% a 43% de luz visível. Estes elementos da radiação correspondem cada um a uma gama de comprimento de onda.

Controlar a intensidade da radiação solar é importante para se obter a temperatura desejada no ambiente interno de uma edificação. Os vidros refletivos (metalizados à vácuo, baixo emissivos o pirolíticos) possuem óxidos metálicos que aumentam o poder de reflexão dos vidros, evitando a entrada de parte da luz visível e parte dos infravermelhos.

Para calcular o coeficiente de calor solar desejável para cada ambiente deve-se sempre consultar o fabricante ou o distribuidor dos vidros.

Se por um lado controlar a entrada do calor ou da luz solar foi uma tarefa que coube bem ao vidro, por outro lado aproveitar ao máximo seus benefícios também é uma tarefa destinada a este material.

Em países mais desenvolvidos, onde a preocupação das corporações com o aproveitamento de energia e o meio ambiente é levado a sério, fachadas inteiras estão se transformando em painéis solares para produção de energia elétrica.

Conforto

Tanto nas construções do passado como nas de hoje, o vidro é utilizado primeiro pela sua transparência, sinônimo de luz e de comunicação, das quais o homem tem necessidade.

Símbolo de modernidade arquitetônica desde o século XIX, o vidro é igualmente um material tecnologicamente avançado, refinado e funcional podendo-se tirar partido de suas qualidades de transparências.

Graças às pesquisas e desenvolvimentos, nestas últimas décadas o vidro contribuiu também para a melhoria do conforto do lar. A diversidade do vidro e de suas funções, o crescimento de suas aplicações interiores proporciona hoje ao projetista uma grande liberdade para pôr em prática uma verdadeira arquitetura de luz, que satisfaz plenamente às exigências do conforto moderno, incluindo:

• o controle energético na proteção do ambiente com os vidros duplos e os reflexivos;
• proteção solar e domínio da luz com vidros de controle solar;
• diversos níveis de segurança, da proteção contra riscos de ferimentos, proteção de pessoas e bens relativos ao vandalismo, ao disparo de armas de fogo e incêndios;
• decoração de interiores com as novas técnicas de transformação do vidro, que permitem criar espaços de decoração de interiores, objetos e móveis com estética inovadora;
• bloqueio de som, pelos vidros e controle acústico.

Películas para Arquitetura

Essas películas ampliam o potencial de alguns tipos de vidros. Algumas oferecem proteção solar enquanto outras reduzem a transparência com opacidade ou cores, ou ainda oferecem proteção contra choques. São especialmente indicadas para corrigir falhas no projeto, reduzindo a incidência da iluminação ou da radiação solar.

Cuidados especiais, entretanto, devem ser tomados quando se aceita a recomendação para instalação de vidros com película protetora.

Embora a aplicação dos vidros com películas em fachadas interias e coberturas seja uma prática adotada em vários países, essa não é uma realidade no Brasil. Principalmente quando tais películas são especificadas em substituição ao vidro laminado.

A norma da ABNT NBR 7199, em processo de revisão, deverá contemplar esse assunto, porém a utilização deverá ser feita com critérios bem definidos, após avaliação dos resultados dos testes de resistência mecânica.

Um caso mais grave é quando se especifica películas com proteção contra armas de fogo. Os vidros resistentes à balas são produtos controlados pelo Exército Brasileiro, que avaliam com rigor a capacidade real de resistência de tais produtos e as películas nunca foram consideradas proteção adequada a disparos.

Proteção Solar pelos Refletivos

Para atenuar-se os ganhos energéticos solares recomenda-se o uso de vidros e controle solar. Eles permitem:

• Limitar os custos com climatização dos ambientes no dimensionamento do sistema de ar condicionado;
• Melhorar o conforto visual, evitando o ofuscamento;
• Diminuir o desconforto causado pelo aumento de temperatura.

Parte da energia incidente no vidro é transmitida diretamente ao interior do ambiente, parte é refletida e parte é absorvida pelo vidro. Desta última parte, um percentual é devolvido ao exterior e outro é transmitido ao interior do ambiente.

Os refletivos (metalizados à vácuo ou pirolíticos) atuam refletindo um coeficiente maior de energia solar, reduzindo assim o aquecimento no ambiente interno. Para melhor performance, os vidros refletivos podem ser utilizados em um sistemas de envidraçamento com vidros insulados (ou duplos).

O Vidro e o Isolamento Térmico

A parte envidraçada geralmente separa dois ambientes que se encontram a diferentes temperaturas. Assim, existe nesta parede, bem como em todas as outras, uma transferência de calor de ambiente quente para ambiente frio.

As trocas térmicas através de uma parede realizam-se segundo três modos de propagação: condução, convecção e radiação.

Condução: é a tranferência de calor do centro de um corpo ou entre dois corpos em contato direto. Essa transferência efetua-se sem deslocamento de matéria. O fluxo de calor entre as duas faces de um vidro depende de uma variação de temperatura entre estas faces e a condutividade térmica do material.

Convecção: é a transparência do calor entre a superfície de um sólido e um fluído líquido ou gasoso. Esta transferência é acompanhada por um deslocamento de matéria.

Radiação: é a tranferência de calor que resulta de uma troca por radiação entre dois corpos que se encontram em diferentes temperaturas. É diretamente proporcional à emissividade dos corpos, sendo que emissividade é uma característica da superfície dos corpos. Quanto mais reduzida for a emissividade, mais reduzida é a transferência do calor por radiação.

As transferências térmicas através de uma parede pela junção dos três modos de propagação do calor são expressas pelo coeficiente U (pela aplicação das normas européias , antigo coeficiente K).

O coeficiente U representa o fluxo de calor que atravessa 1 m² de parede para uma diferença de temperatura de 1 grau entre o interior e o exterior de um local.

Em resumo, quanto menor for o coeficiente U, menores são as taxas de transferência. Para promover um isolamento em um ambiente, o especificador pode recorrer a várias que hoje são oferecidas pelo setor vidreiro.

• tirar proveito da baixa condutividade térmica do ar, limitando as trocas térmicas pela convecção, utilizando o vidro insulado (ou duplo);
• reduzir a transferência por radiação utilizando vidro de capa de baixa emissividade na composição de um vidro insulado (ou duplo);
• limites a tranferência por condução e convecção substituindo o ar que se encontra entre duas lâminas de um vidro insulado por um gás mais pesado, como o argônio.

Coberturas, Tetos e Clarabóias de Vidro

As normas brasileiras (NBR 7199:1989) exigem que, em coberturas, tetos de vidro e clarabóias sejam utilizados vidros de segurança laminados ou aramados. Os laminados para cobertura podem incluir os laminados de temperados e os craquelados.

Pode-se utilizar também os vidros duplos com pelo menos uma lâmina de vidro laminado ou aramado. Com isso se obtém maior isolamento térmico e acústico. A condição nesse caso é que os vidros de segurança estejam voltados para o lado interno do ambiente. Isso porque, em caso de quebra, o laminado e o aramado mantêm os fragmentos de vidro no local, evitando a queda sobre os usuários e protegendo o vão até a substituição dos vidros.

As transferências térmicas através de uma parede pela junção dos três modos de propagação do calor são expressas pelo coeficiente U (pela aplicação das normas européias , antigo coeficiente K).

O coeficiente U representa o fluxo de calor que atravessa 1 m² de parede para uma diferença de temperatura de 1 grau entre o interior e o exterior de um local.

Em resumo, quanto menor for o coeficiente U, menores são as taxas de transferência. Para promover um isolamento em um ambiente, o especificador pode recorrer a várias que hoje são oferecidas pelo setor vidreiro.

• tirar proveito da baixa condutividade térmica do ar, limitando as trocas térmicas pela convecção, utilizando o vidro insulado (ou duplo);
• reduzir a transferência por radiação utilizando vidro de capa de baixa emissividade na composição de um vidro insulado (ou duplo);
• limites a transferência por condução e convecção substituindo o ar que se encontra entre duas lâminas de um vidro insulado por um gás mais pesado, como o argônio.

Pisos e Passarelas

Normas e procedimentos internacionais recomendam que seja utilizado o vidro laminado com duas ou mais camadas de vidro. Isso porque, em caso de quebra o laminado mantém os fragmentos de vidro no local, evitando que a pessoa afunde ou caia.

Corretamente dimensionados, os vidros laminados ou multilaminados (laminados com três ou mais chapas de vidro) podem ser utilizados em pisos e até mesmo em passarelas feitas predominantemente de vidros.

Os diversos tipos de vidro laminado, incluindo o craquelado, o laminado de impressos e o lamiinado de temperados também serve para essas finalidades. Algus produtores preferem, inclusive, utilizar laminado de temperados na composição dos pisos e passarelas para garantir maior resistência contra choques de todos os tipos.

O aramado, embora desempenhe função semelhante, não é indicado para este caso devido sua baixa espessura, salvo se for laminado com outro aramado ou outros tipos de vidro.

Para se fazer uso do vidro em pisos ou passarelas é preciso calcular qual será o esforço a que cada chapa será submetida e como estará apoiada para receber esse esforço. As dimensões das chapas utilizadas em pisos e passarelas são diretamente proporcionais a espessura de tais chapas.

É importante destacar que utilizar qualquer tipo de vidro por questão de economia pode colocar as pessoas que utilizarão o produto em risco de morte ou ferimento grave.

Fachadas, Sacadas e Guarda-copos

As normas brasileiras exigem que em fachadas, sacadas e guarda-copos instalados acima do primeiro piso e que não possuam proteção adequeada sejam usados utilizados os vidros laminados ou aramados. Isso porque, em caso de quebra, o laminado e o aramado mantém os fragmentos de vidro no local, evitando a queda desses fragmentos sobre o usuário e protegendo o vão até a substituição do vidro.

A nova norma para guarda-copos (NBR 14718:2001) ainda prevê que a estrutura resista a uma determinada carga de esforço, sendo necessário para isso que todas as ferragens e componentes do conjunto sejam projetados para satisfazerem essas exigências.

Degraus de escadas

Além de proporcionar um aspecto inovador e moderno a qualquer ambiente, escadas de vidro podem satisfazer as necessidades de transparência e de luz em determinados locais. Corretamente dimensionados, os vidros laminados ou multilaminados podem ser utizados em degraus de escadas.

Alguns produtores preferem utilizar laminados de temperados na composição dos degraus para garantir maior resistência contra choques. Os vidros craquelados, com sua textura diferenciada, também podem ser utilizados para essa aplicação.

Para se fazer uso do vidro em degraus é preciso calcular qual será o esforço a que cada chapa será submetida e como ela estará apoiada para receber esse esforço.

Grandes Aquários e Visores de Piscina

Os vidros de grandes aquários e visores de piscinas são projetados para suportarem a pressão hidrostática. Quando aplicados no fundo, sofrem pressão uniforme da água e de seu próprio peso.

A composição dos visores de piscina e grandes aquário varia de produtor para produtor. Em geral, são compostos por vidros laminados com três ou mais lâminas, sendo, opcionalmente, uma ou mais lâminas de vidros temperados.

A utilização de vidros de qualquer tipo na forma monolítica (sem laminação) não é aconselhada em nenhuma circunstância. Em caso de quebra sofrem fragmentação total e imediata, promovendo o escoamento da água pelo vão.

Recomenda-se que toda a instalação seja feita por uma única empresa especializada, caso contrário podem ocorrer infiltrações que comprometem o aspecto funcional e estético do visor.

Aplicações Inusitadas

O domínio cada vez maior das técnicas de beneficiamento de vidros estão ampliando as áreas de utilização desse material. Com isso ele passa a ser utilizado em uma quantidade cada vez maior de aplicações.

Coletores de Energia: atualmente é possível a integração entre construção e a utilização de painéis de produção de energia elétrica. Em uma fachada pode-se utilizar vidros semi-opacos, com 10% de transmissão de luz e, ao mesmo tempo, produzir-se energia que varia de 2 a 42 Watts por metro quadrado;

Lareiras e Churrasqueiras: vidros temperados e serigrafados-temperados podem ser utilizados nas laterais das lareiras ou churrasqueiras, desde que o vidro não entre em contato ou fique muito próximo a fogo ou suas fagulhas.

Muros: temperados e laminados de temperados têm sido utilizados em muros de alvenaria. Seja pela facilidade de limpeza quanto pela maior segurança que proporciona, inibindo a ação de invasores pela total visibilidade que proporciona.

Placas de Sinalização: com gravações feitas pela serigrafia, incisão por jateamento, com adesivos ou películas internas no vidro, os produtos criados destacam-se pela nobreza.

Revestimento de Pisos e Paredes: com a possibilidade de se utilizar qualquer tipo de textura ou cor, seja pelo processo de serigrafia, pela laminação ou pela acidação e pintura, os vidros estão sendo utilizados cada vez mais no revesimento de pisos e paredes.

Alguns tipos de vidros podem ser utilizados para revestimentos externos e internos, apresentando vantagens sobre outros materiais utilizados para essa finalidade.

Geralmente são aplicados diretamente na argamassa. Também podem ser aplicados com a utilização de selantes especiais ou como vidro comum, em caixilhos.

Alguns foram desenvolvidos especificamente para essa finalidade. Alguns vidros com essas características possuem cores diversas incluindo a prata, o ouro e o bronze, quando espelhados ou associados com espelhos pelo processo de laminação. Outros podem receber texturas variadas, inclusive semelhantes à marmores, granitos, entre outros.

Telas de Projeção: diversos tipos de vidro podem ser utilizados em home-theaters como telas de projeção. O laminado com tonalidade branca fosca é um deles e permite que a projeção seja feita em ambas as faces. Da mesma forma, o vidro opacado eletronicamente permite esses tipos de projeções, com a vantagem adicional de tornar-se transparente após o uso. Fabricantes de vidro acidado também desenvolveram produtos especialmente para essa aplicação.

Sistemas para Fixação dos Vidros

O vidro precisa de perfis, caixilhos, ferragens e acessórios para ser instalados em qualquer fechamento, seja ele uma fachada, uma porta ou janela. As únicas excessões são os casos em que o vidro temperado é aplicado de pisos ou paredes com argamassa ou selantes.

Os vidros float e impressos em suas diversas versões, os insulados e toda a família de vidros laminados com PVB precisam instalados encaixilhados, ou seja, com suas bordas emolduradas e protegidas.

Geralmente os vidros são aplicados em esquadrias prontas comercializadas no mercado ou em soluções de fachadas dos tipos: fachada de cortina, pele de vidro e fachada glazing.

Já os vidros temperados são autoportantes, ou seja, em sua forma monolítica podem ser sustentados apenas por ferragens aplicadas com pressão em furações ou recortes.

Fixação de Temperados

Os sistemas mais tradicionais para fixação de vidros temperados são as ferraens da linha 1000 e da linha 3000, feitas em latão. A vantagem dessas duas linhas é principalmente o baixo preço e a possibilidade de se fechar qualquer desenho de vão com um instaldor experiente.

A linha 1000 é chamada também de linha Santa Marina e possui mais de 200 tipos diferentes de peças, incluindo fechaduras, dobradiças e puxadores. As ferragens são aplicadas em recortes feitos no vidro.

A linha 3000 é chamada também de linha Blindex. Possui mais de 150 tipos diferentes de peças. As ferragens são aplicadas em furações feitas no vidro.

Em décadas de utilização, essas ferragens evoluíram pouco, acrescentando alguns acessórios e reforços adicionais. Sistemas mais nobres para fixação de temperados estão constantemente sendo lançados, mas esbarram na questão do custo e são direcionados principalmente para quem procura um acabamento diferenciado.

Fachada Cortina, Pele de Vidro e Glazing

De modo resumido, a diferença entre fachda cortina, pele de vidro e glazing está na estrutura utilizada, que promove maior ou menor exposição dos caixilhos.

A fachada cortina possui estrutura que permite visualizar, pelo lado de fora, colunas e parte da estrutura horizontal, além de uma fina moldura ao redor dos vidros.

A facha glazing, por sua vez, utiliza vidros colados com silicone estrutural em caixilhos especiais. Dessa forma expõe, pelo lado de fora, apenas os vidros sem caixilhos ou molduras.

Em todos os casos acima as fachadas são montadas com vidros laminados, transparentes, coloridos ou refletivos (metalizados a vácuo ou pirolítico) em respeito às normas técnicas brasileiras.

Kits de Alumínios Temperados

O Brasil possui um caso que é fenômeno mundial na comercialização de boxes para banheiros com kits de alumínio e vidros temperados. Novos modelos de perfis estão sendo lançados e recentemente duas empresas nacionais lançaram o mesmo princípio de kit para o fechamento de pequenos vãos, portas e janelas. O sistema já teve boa aceitação no setor vidreiro e deverá conquistar brevemente ao público brasileiro pela facilidade de instalação e pelo baixo custo.

Recentemente também um sistema de painéis deslizantes de vidros temperados têm sido comercializado no país, principalmente para o fechamento de sacadas de edfícios. O sistema permite abertura quase total do vão após deslocamento dos painéis para um canto do vão.

Fixação de Laminados de Temperados

O sistema de fixação de vidros por aprafusamento tem sido bastante disseminado no Brasil. Por aqui é destinado principalmente para a fixação de vidros laminados e temperados que reúnem as vantagens já citadas do vidro laminado, com a possibilidade de manter as chapas sustentadas por ferragens aplicadas em recortes, devido às características autoportantes dos temperados.

O sistema é conhecido no Brasil por vários nomes, dependendo de quem oferece, como Sistema Spider (Saint-Gobain Glass e Santa Marina Vitrage), Sistema Diagonal de Fixação (JSD de São Paulo) e Pilkington Planar (Pilkington - Blindex).

Com o sistema por aparafusamento o design dos edifícios ganha um aspecto futurista: o uso de fachadas contínuas de vidro cria ambientes de trabalho extremamente agradáveis. Fixado diretamente na estrutura metálica, dispensa o uso dos caixilhos convencionais, garantindo um perfeito alinhamento das chapas de vidro na superfície externa e um surpreendente efeito visual.

O sistema já foi instalado no Brasil pendurado em cabos de aço (Hotel Unique - Santa Marina Vitrage, Banco Real-Avec e outras), e também em colunas feitas com vidros laminados de temperados (sistema denominado Star system pela JSD).

"A arquitetura é o jogo sábio, glorioso e magnífico de volumes sob a luz do sol"
Le Corbusier